Arco-_-Animacao-destaca-a-jornada-para-o-amadurecimento-cabanageek

[CRÍTICA] Arco | Animação destaca a jornada para o amadurecimento

Com estreia do ilustrador e diretor francês Ugo Bienvenu, produzido por Natalie Portman, Félix de Givry e Sophie Mas, Arco conta com indicação ao Oscar® e ao Globo de Ouro de categoria de melhor animação de 2026

O Cabana Geek foi convidado pela Mares Filmes, distribuidora independente no Brasil, para conferir em primeira mão a animação e trazer para vocês as nossas impressões.

O longa, que leva o mesmo nome do personagem principal, traz um cenário futurista que carrega nas entrelinhas cenários de amizade, amadurecimento, crise climática e ficção científica.

Imagine ser transportado a outro universo, incerto se verá sua família de novo. Assim começa a jornada de Arco e o Cabana dá mais detalhes para vocês!

Conheça a história de Arco

O enredo se inicia quando Arco, que tem apenas dez anos, sonha com o dia em que irá conhecer os dinossauros, já que sua irmã sempre quando volta das viagens conta como foi a experiência na era visitada.

Os pais e sua irmã fazem viagens através das nuvens para eras históricas usando trajes especiais, nas cores do arco-íris e uma pedra brilhante na altura da testa que auxilia na travessia entre os mundos, atrás de kits de sobrevivência.

Porém, as viagens são permitidas apenas para crianças a partir de doze anos, o que deixa Arco frustrado com a situação. Num belo dia, após a família cair no sono, o garoto decide mostrar para eles que consegue voar e retornar sem nenhum problema, e aí que começa a história.

Neste tópico, observamos o quanto a inocência de uma criança pode levar a lugares desconhecidos, pois apesar de saber o real motivo das saídas, Arco só imagina o quão incrível deve ser ficar cara a cara com um dinossauro, sem medir as consequências.

Arco-_-Animacao-destaca-a-jornada-para-o-amadurecimento-1-cabanageek
Foto: divulgação/ Mares Filmes

Regresso ao desconhecido

O tiro sai pela culatra, Arco acidentalmente retorna para o ano de 2075. Um cenário totalmente fora do vivido por ele e sua família, pois em sua era, o mar tomou conta da terra e as pessoas foram obrigadas a reconstruir suas casas acima das nuvens e viajar no tempo em busca de suprimentos para viver.

No novo território, o jovem conhece a coprotagonista Íris, uma menina que tem uma certa liberdade para a sua idade, os pais praticamente moram no trabalho, enquanto em casa ela vive com seu irmão mais novo e o robô Mikki que é a sua babá.

Neste futuro, Arco e Íris irão entender e aprender sobre a importância de saber respeitar o seu momento, viver cada segundo sem pressa e correria. Eles criam uma conexão humana de imediato – em se tratando do período praticamente controlado por robôs.

Arco apresenta certa estranheza em vivenciar os robôs à frente das tarefas domésticas e fora delas. O roteiro que Ugo nos traz é que estamos tão imersos em bater metas, trabalho e conquistas da vida que não percebemos a crise climática embaixo dos nossos olhos. Tudo é camuflado pelo simples fato de ter uma ‘bolha’ que nos protege do mundo. 

Os personagens dão sentido a todo o enredo da animação, quando Íris percebe que a mudança que tanto pediu foi atendida pela aparição de Arco. A ligação entre duas pessoas de eras diferentes transforma a imaginação e cria laços de amor, amizade e amadurecimento.

Contudo, apesar dos protagonistas serem o ápice da história, vale ressaltar os mais alucinados da era de 2075, os três irmãos caçadores de viagens do ‘tempo’ que presenciaram na infância pessoas com trajes especiais nas nuvens e foram taxados como malucos.

Ao longo dos anos eles tentam provar o ocorrido e quando Arco surge eles tentam a todo custo juntar evidências, o que não contavam que também seriam solidários com a situação e entrariam na missão de ajudar o garoto a rever sua família.

Apesar da construção poética, os três irmãos deveriam ter uma história mais completa, alguns pontos ficaram vagos, apesar de ter curtido a relação deles com Arco e Íris.

A animação é simples, direta, divertida, natural e traz uma emoção que enche o peito. Se você gosta desse tipo de leveza com certeza vai adorar esse encontro de ficção científica com um futuro distópico não tão absurdo assim – em se tratando da nossa atual realidade -sem spoiler (risos).

Arco estreia nas telonas brasileiras no dia 26 de fevereiro. Confira as sessões nos cinemas mais próximo de você e boa diversão!

E se você quer acompanhar mais críticas, resenhas, novidades e notícias, continue acompanhando o Cabana Geek.