A franquia Invocação do Mal se tornou um dos maiores sucessos do cinema de terror na última década, conquistando uma legião de fãs e estabelecendo um universo compartilhado repleto de spin-offs e histórias paralelas. Desde o primeiro longa, lançado em 2013 sob a direção de James Wan, acompanhamos as investigações paranormais de Ed e Lorraine Warren, inspiradas em casos reais do famoso casal de demonologistas.
Agora, com Invocação do Mal 4: O Último Ritual, a saga chega ao seu ponto final — e o Cabana Geek foi convidado pela Warner Bros. Pictures Brasil para assistir ao desfecho dessa jornada.
Dirigido por Michael Chaves, responsável também por A Maldição da Chorona e Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, o longa entrega um clima de tensão e sustos que remetem ao DNA da franquia. O filme consegue ambientar bem o espectador nesse universo, trazendo de volta a carga emocional dos Warren e reforçando o peso de suas histórias. Porém, apesar de bons momentos, o longa apresenta algumas escolhas criativas que deixam um gosto agridoce ao final da sessão.
A direção de Michael Chaves e seus tropeços
Um dos principais pontos de ressalva está justamente na direção. Chaves nunca foi unanimidade entre os fãs do terror, e aqui ele novamente enfrenta críticas semelhantes às de seus trabalhos anteriores. Apesar de conseguir criar boas atmosferas em algumas cenas, falta a firmeza e a originalidade que James Wan trouxe nos dois primeiros filmes. O resultado é uma narrativa que alterna entre momentos envolventes e outros que soam genéricos dentro do gênero.
Uma das questões que surge é exatamente sobre os outros filmes de Chaves no universo de Invocação do Mal. Parece que o diretor não foi a melhor escolha para finalizar uma franquia de peso. Para muitos, o longa é muito melhor que o terceiro Invocação do Mal, mas não consegue superar os dois primeiros, que se tornaram um suprassumo do terror.

Apesar desses detalhes, o longa ainda tem seus pontos positivos e consegue trazer momentos de tensão na cadeira. Os espíritos retratados neste filme conseguem assustar os desavisados e deixar tudo ainda mais intenso quando eles aparecem.
O peso do final e a pressa em encerrar
Outro aspecto que incomoda é a maneira como o filme se resolve. A reta final parece abraçar uma fórmula muito utilizada por Hollywood nos últimos meses, onde a “força da família” e o “poder da amizade” se tornam peças-chave para derrotar o mal. Embora esse recurso funcione em alguns contextos, aqui ele soa forçado e até mesmo destoante do tom sombrio que sempre caracterizou a franquia. Além disso, o clímax é apressado demais, correndo contra o tempo para entregar uma conclusão, o que acaba prejudicando o impacto da despedida.
É completamente entendível que o foco agora de Invocação do Mal 4: O Último Ritual é a família. Entretanto, o clímax do final parece algo extremamente forçado. Ainda mais quando os fãs que acompanham ferrenhamente sabem que Judy Warren se manteve afastada dos casos dos pais, principalmente por não se sentir bem e não querer nenhum envolvimento. Aqui ela tem um papel importante e que faz sentido para o filme, porém, chega a ser um pouco estranho para quem assiste.
Um adeus digno, mas não perfeito
Apesar desses problemas, Invocação do Mal 4: O Último Ritual cumpre o papel de encerrar a trajetória dos Warren de forma satisfatória. Patrick Wilson e Vera Farmiga, mais uma vez, brilham em seus papéis, trazendo emoção e credibilidade ao casal. A relação entre eles continua sendo o coração da franquia, e é justamente isso que faz com que a história ainda prenda o espectador, mesmo diante de tropeços criativos.
No fim, o longa pode não alcançar o patamar dos dois primeiros filmes, mas ainda assim entrega um capítulo digno dentro da franquia. Ele serve tanto como um ponto de fechamento para os fãs de longa data quanto como uma lembrança do impacto que Invocação do Mal teve no cinema de terror moderno. O longa estreou no último dia 4 de setembro e segue em cartaz nos principais cinemas de todo o Brasil.
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