A organização do Troféu HQMIX revelou os vencedores da 37ª edição, após quatro meses de análise de mais de 1.500 obras inscritas. A cerimônia acontece no dia 10 de dezembro, às 19h, no Teatro Raul Cortez, no Sesc 14 Bis, com apresentação de Serginho Groisman e discotecagem do DJ MZK. A lista completa dos premiados está disponível no site.
Os destaques da premiação HQMIX
A edição deste ano homenageia Marcelo D’Salete e Maurício Pestana como “Grandes Mestres do Quadrinho Nacional”, celebrando suas contribuições para a história e representatividade da arte sequencial brasileira. O troféu também presta tributo à personagem Tiodora, do livro Mukanda Tiodora, de D’Salete, que inspira a estatueta produzida pelo artista Bruno Braga, fundador do Instituto Impressão 3D.
Entre os vencedores, Quando Nasce a Autoestima? se destaca em várias categorias, incluindo Desenhista, Roteirista e Publicação Juvenil. Já Onde Habita o Medo vence em Aventura/Terror/Fantasia e também como Publicação Independente Edição Única. O clássico O Eternauta leva o prêmio de Publicação de Clássico e Edição Especial Estrangeira. Outras categorias premiam obras como Linha do Trem – Mas, Doutor, Daruma: Perseverança, Gibi de Menininha – Damas da Noite e o espetáculo teatral Cabeça Oca no Mundo de Cora Coralina.

Júri, homenageados e importância cultural
A Comissão Julgadora do 37º HQMIX reúne especialistas da área, incluindo pesquisadoras, jornalistas, profissionais da comunicação e representantes da Associação dos Cartunistas do Brasil. A seleção reforça o compromisso do prêmio com a qualidade artística e a valorização da produção nacional. Além disso, a edição celebra pesquisas acadêmicas, como teses e dissertações que ampliam a discussão sobre quadrinhos no Brasil.
Os homenageados também reforçam a importância da representatividade. Marcelo D’Salete, autor premiado internacionalmente com obras como Cumbe e Angola Janga, segue como referência na abordagem de narrativas negras.
Maurício Pestana, cartunista e jornalista, contribui há décadas para discussões sobre igualdade racial e diversidade no país. E Bruno Braga, criador da estatueta deste ano, destaca o avanço da cultura maker e da tecnologia de impressão 3D no cenário artístico.
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